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    Distritão, será que é bom?  
   
   
    Por Repulsa, J.Rodrigues | 2017-08-15  
   
     
       
    A comissão especial da Câmara concluiu nesta terça-feira (15) a votação do relatório que estabelece o "distritão" para as eleições de 2018.  
   
    Como funciona hoje?

Proporcional com lista aberta

Como funciona o sistema

O eleitor vota no partido ou no candidato.
Os partidos podem se juntar em coligações.
O sistema permite o voto no partido e não somente no candidato.
É calculado o quociente eleitoral, que leva em conta os votos válidos no candidato e no partido.
Pelo cálculo do quociente, é definido o número de vagas que cada coligação ou partido terá direito.
São eleitos os mais votados das coligações ou partidos.

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Efeitos de tipo de votação

"Puxadores de votos", candidatos com votação expressiva, garantem vagas para outros integrantes da coligação.

Exemplo de "puxador de voto": em 2010, o humorista Tiririca (PR-SP) recebeu 1.353.820 votos, o que beneficiou candidatos de sua coligação. O último eleito da coligação, Vanderlei Siraque (PT), e o penúltimo, Delegado Protógenes (PC do B), obtiveram cerca de 90 mil votos cada um. Candidatos de outras coligações que obtiveram votações superiores ficaram de fora.

O sistema permite que as coligações e partidos levem para as casas legislativas candidatos com votações expressivas e também outros não tão conhecidos.

A renovação do Legislativo tende a ser maior, porque os votos na legenda e nos "puxadores de voto" ajudam a eleger candidatos menos conhecidos.

O foco de muitas campanhas se concentra nas propostas dos partidos, e não em candidatos individuais.

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Como ficará caso o 'Distritão' seja aprovado?

Como funciona o sistema

Cada estado ou município vira um distrito eleitoral.
São eleitos os candidatos mais votados.
Não são levados em conta os votos para o partido ou a coligação.

O que muda na prática

Torna-se uma eleição majoritária, como já acontece na escolha de presidente da República, governador, prefeito e senador.

Possíveis efeitos

O modelo acaba com os "puxadores de votos", candidatos com votação expressiva que garantem vagas para outros integrantes da coligação cuja votação é inexpressiva.

O foco das campanhas tende a passar para os candidatos, fazendo com que os programas dos partidos e das coligações percam espaço.

Com o favorecimento das campanhas individuais, candidatos com mais recursos podem ser beneficiados.

Pode favorecer os candidatos mais conhecidos, como celebridades ou parlamentares que tentam a reeleição, o que tornaria mais difícil a renovação.

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A que “pé” estamos?

O texto agora seguirá para análise do plenário da Câmara.

Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), esta deve passar por dois turnos e obter em cada um o apoio mínimo de 308 dos 513 deputados.

Se for aprovada, a reforma seguirá para o Senado.

Para as mudanças passarem a valer já nas eleições de 2018, precisam ser aprovadas na Câmara e no Senado até 7 de outubro de 2017.

Por isso, que a “cambada” de deputados “mal intencionados” corre contra o tempo.

A sessão que aconteceu nesta terça-feira (15) analisou entre as sugestões de mudança o “distritão” e teve a votação do relatório concluída em menos de 15 minutos.

“Tudo indica que o novo golpe a favor da impunidade, acontecerá com aval da Câmara dos Deputados. O povo que se cuide”.

 
   
 
   
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